Diniz admite pior atuação do Corinthians e liga alerta para zona de rebaixamento

O Corinthians voltou a decepcionar no Campeonato Brasileiro ao empatar sem gols com o Vitória, na noite do último sábado (18). Após a partida, o técnico Fernando Diniz não escondeu a insatisfação com o desempenho da equipe e classificou o jogo como o pior desde sua chegada ao clube.

 Foto: Celo Gil/Agência Corinthians

Em entrevista coletiva, o treinador foi direto ao avaliar a atuação corinthiana: “Sem dúvida nenhuma foi a pior partida desde que eu assumi o time, mas tinha uma certa previsibilidade pelo número de jogos sequenciais, o tipo de gramado e o momento que o Vitória vive jogando em casa. A gente, no segundo tempo, começou a ter um pouco do jogo que eu gostaria que fizéssemos o tempo todo, nos últimos 20 minutos, com as trocas”.

Apesar da atuação abaixo, Diniz destacou o desempenho defensivo da equipe, que chegou ao quarto jogo consecutivo sem sofrer gols. “Tecnicamente fomos abaixo e, ao mesmo tempo, defensivamente, fomos muito bem. Temos que melhorar o repertório ofensivo do time em todas as partidas, inclusive essas, como contra o Vitória. Vamos pegar outros campos parecidos durante o campeonato, na Libertadores também fora de casa, e nós temos de produzir mais”.

A situação na tabela também preocupa. Com apenas 12 pontos em 12 rodadas, o Corinthians segue próximo da zona de rebaixamento, cenário admitido pelo comandante. “É uma preocupação que eu tenho e que todo mundo tem que ter, de tirar o Corinthians rápido, não só da zona de rebaixamento, mas andar para cima na tabela. Eu não posso falar daquilo que aconteceu lá atrás. Tivemos um jogo atípico contra o Palmeiras, em que a gente jogou a maior parte com um jogador a menos e uma boa parte com dois a menos. Foi um resultado que, pelas circunstâncias, ok em casa. É difícil jogar aqui, pela sequência de jogos que temos tido, optei por mexer menos por time, para deixar mais conjunto”.

Outro fator apontado pelo treinador foi a condição do gramado, considerado determinante para a dificuldade na construção das jogadas. “Um jogo diferente, gramado é alto, seco, não favorece muito o jogo de construção mais rápido. No primeiro tempo fomos muito pouco agressivos, conseguiu se defender bem, mas teve muito pouca circulação, e o segundo tempo, com as trocas, o time melhorou, ganhou um pouco mais de vitalidade, com drible também. A gente poderia ter feito o gol, mas o resultado da partida reflete o que aconteceu no jogo”.

Diniz ainda reconheceu os méritos do adversário e explicou ajustes feitos ao longo da partida. “Tem mérito do Vitória, tem uma proposta de a gente saber aguardar. Era para termos pressionado mais o Vitória no primeiro tempo. Quando você começa a mexer no time, não faz nem duas semanas que cheguei ao clube, você começa a mexer nos gatilhos de pressão, já não fica tão sincronizados. No segundo tempo, a gente ajustou um pouco isso, começou a pressionar mais rápido e começou a ter mais a bola. Mas pressionar de qualquer jeito, você acaba ficando exposto”.

Por fim, o treinador comentou sobre a estratégia para o próximo compromisso, pela Copa do Brasil, diante do Barra, de Santa Catarina. “O time soube ler que não estava achando os momentos certos para pressionar, fez uma marcação um pouco mais conversadora. Isso contribuiu para a posse do Vitória, um pouco pela própria qualidade do Vitória e eu acho que o gramado é oposto do que o Corinthians é acostumado a jogar na Neo Química Arena. Campo duro, alto e seco. Não favorece muito o jogo que a gente gosta de jogar”. A definição da equipe que irá a campo, no entanto, deve acontecer apenas nos próximos dias, podendo trazer uma escalação mista.

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