Na noite desta quinta-feira (30), a Gaviões da Fiel se manifestou oficialmente contra a tentativa de impedir a entrada de faixas de protesto na Neo Química Arena antes da partida entre Corinthians e Athletico-PR, válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Foto: @_viniciuslucio
As faixas levadas pela principal torcida organizada do clube continham críticas à atual administração alvinegra e ao presidente Osmar Stabile. Entre as mensagens exibidas estavam cobranças relacionadas ao Conselho de Orientação (Cori), aos transfer bans enfrentados pelo Corinthians e ao elevado endividamento da instituição.
Segundo a organizada, todo o material passou pela inspeção do Batalhão de Choque da Polícia Militar, responsável pela vistoria de faixas e bandeiras em dias de jogo, e foi devidamente autorizado para entrar no estádio. Ainda assim, de acordo com os Gaviões, funcionários da Neo Química Arena impediram inicialmente o acesso das faixas.
A administração do estádio informou que existiam dúvidas sobre a liberação do material. No entanto, pouco depois, com a chegada do presidente Osmar Stabile à arena, as faixas acabaram sendo autorizadas e foram expostas pelos torcedores durante o primeiro tempo da partida.
Entre as mensagens exibidas nas arquibancadas estavam frases como “Basta de amadorismo”, “CORI: representa quem?”, “Debatam projetos ou apresentem melhores”, “Liminar não cala a torcida, vocês não são donos do Corinthians!”, “Transfer ban: até quando?” e “Bilhões em dívidas, zero de vergonha!”.
O episódio acontece em meio a um momento de tensão entre a diretoria do Corinthians e a Gaviões da Fiel. Na quarta-feira (29), representantes da organizada estiveram no Parque São Jorge para uma reunião com Osmar Stabile, na qual apresentaram uma série de cobranças sobre temas considerados prioritários para o clube.
Entre os assuntos discutidos estavam a possibilidade de implantação de um modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a delicada situação financeira do Corinthians, que atualmente convive com transfer bans que somam cerca de R$23 milhões e uma dívida superior a R$3 bilhões.
Na nota oficial divulgada após o ocorrido, a organizada afirmou que o veto às faixas representou um ato de censura e criticou a postura da diretoria corinthiana.
Os Gaviões destacaram que o material havia sido previamente aprovado pelos órgãos responsáveis pela segurança e defenderam que o direito à manifestação pacífica é garantido pela Constituição Federal. A organizada também relembrou o legado da Democracia Corinthiana, movimento histórico da década de 1980, afirmando que o clube sempre foi símbolo da liberdade de expressão.
Por fim, a torcida organizada reforçou que continuará exercendo o papel de fiscalizar e cobrar os dirigentes do Corinthians de forma pacífica e dentro da legalidade, afirmando que nenhuma tentativa de proibição impedirá novas manifestações da Fiel.
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