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Corinthians vota contas de 2025 com ressalvas e críticas a gastos e dívida

O Corinthians terá uma noite decisiva nos bastidores nesta segunda-feira (27), quando o Conselho Deliberativo (CD) se reúne para votar a aprovação ou reprovação das contas referentes ao exercício de 2025. O parecer técnico do Conselho de Orientação (Cori), apresentado pelo secretário Paulo Pedro, indica aprovação com ressalvas, apontando inconsistências e preocupações relevantes na gestão financeira do clube.

Foto: José Eduardo Rodrigues / YouTimão

De acordo com o conselheiro, as principais ressalvas estão relacionadas ao reparcelamento de dívidas, à adesão a programas de refinanciamento tributário e à falta de detalhamento em documentos ligados à Neo Química Arena. Além disso, o aumento das despesas também foi destacado como um fator de alerta no balanço analisado.

As ressalvas são baseadas, inclusive, no parecer da auditoria. Há algumas questões relacionadas ao reparcelamento, à adesão ao programa de refinanciamento tributário e também uma ressalva quanto à falta de detalhamento dos documentos da Arena, entre outros pontos. Por isso, reiteramos essas observações. Além disso, há a questão do aumento de gastos, e tudo isso consta no nosso parecer”, afirmou Paulo Pedro.

O dirigente também ressaltou que o cenário financeiro não pode ser atribuído a apenas uma gestão, mas sim ao acúmulo de decisões ao longo de diferentes administrações. Segundo ele, as ressalvas servem como instrumento de maior segurança para os conselheiros no momento da votação.

Dessa forma, a aprovação ocorreu com ressalvas justamente por conta dessas inconsistências e do crescimento das despesas. Também é preciso considerar que não se trata das contas de apenas uma gestão, mas de duas dentro de um mesmo período. Entendo que essas ressalvas são importantes para dar mais segurança aos conselheiros no momento da votação”, completou.

Um dos pontos mais críticos levantados envolve os custos com o atacante Memphis Depay. Sem atribuir responsabilidade exclusiva à contratação, Paulo classificou como “irresponsável” o compromisso financeiro assumido pelo clube diante de sua situação econômica.

Tem um atleta aí que só o valor que se deve a ele é uma parte do nosso estádio. E ainda se comenta se a contratação é viável ou não, se ela é barata, se não é, se houve entrega, se não houve. Acho que o balanço mostra muito bem que a contratação foi bem irresponsável“, criticou.

Um clube endividado como o Corinthians, com uma folha salarial desse tamanho, com uma dívida gigante na questão do estádio e por conta de gestões ruins que nós estamos tendo aqui há muitos anos. Se dar o luxo de ter um atleta nesse preço, isso é uma irresponsabilidade“, acrescentou.

Atualmente, o clube acumula uma pendência superior a R$ 40 milhões com o jogador, referente a luvas e bônus previstos em contrato e ainda não quitados.

Por fim, ao ser questionado sobre a possível aprovação das contas no Conselho Deliberativo, Paulo Pedro evitou previsões e destacou o caráter técnico do trabalho do Cori, sem interferência política no processo.

Não faço ideia (da aprovação). Eu trabalhei em cima das contas por conta da reunião do CORI. Fizemos a nossa parte, emitimos o nosso parecer e daí então essa questão política a gente não participa”, concluiu.

Para mais informações do Corinthiansacesse nosso site.

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