Confusão após Derby: Corinthians denuncia agressão a jogadores e caso vai ao Jecrim

A noite de clássico entre Corinthians X Palmeiras, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou em empate dentro de campo, mas com desdobramentos graves fora dele.

Após o apito final, o Corinthians divulgou nota oficial informando que os jogadores Gabriel Paulista e Breno Bidon teriam sido agredidos por seguranças da equipe visitante nas dependências da Neo Química Arena. Segundo o clube, ambos irão registrar ocorrência e formalizar queixa no Juizado Especial Criminal (Jecrim), com apoio do departamento jurídico.

Foto: Jhony Inacio / Meu Timão

Do outro lado, o Palmeiras também se manifestou e alegou que o atacante Luighi foi vítima de agressão, indicando que o episódio ocorreu na área de acesso aos vestiários, enquanto o jogador se dirigia para a realização do exame antidoping.

De acordo com apuração, a confusão aconteceu logo após o término da partida, nas áreas internas do estádio. O capitão da Polícia Militar de São Paulo, Rafael Guimarães, afirmou que, inicialmente, não havia confirmação sobre a intenção dos atletas em registrar queixa, procedimento necessário para a abertura de inquérito. Ele também indicou que, até o momento, o Palmeiras não pretende firmar acordo com o Corinthians.

Ainda nos vestiários, o representante do Jecrim, Dr. Saad, esteve presente para colher informações e orientar os envolvidos sobre os próximos passos legais.

Caso as ocorrências sejam formalizadas, o episódio pode se desdobrar em três esferas. Na criminal, há possibilidade de investigação por lesão corporal, com realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), além da coleta de provas e depoimentos. No âmbito esportivo, o caso pode ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Já na esfera civil, o clube mandante pode ser responsabilizado por atos de seus funcionários, conforme prevê o artigo 932 do Código Civil.

Os jogadores ainda têm prazo de até três anos para ingressar com ação de indenização por danos, segundo o artigo 206 do Código Civil. Embora os processos criminal e civil sejam independentes, uma eventual condenação penal pode reforçar uma ação cível.

O caso segue sob apuração das autoridades competentes e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

Para mais informações do Corinthiansacesse nosso site.

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