O clima político no Corinthians atingiu um novo ápice na noite desta segunda-feira (23). Em reunião extraordinária realizada na sede social do clube, o Conselho Deliberativo (CD) aprovou o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão. A sessão foi marcada por desentendimentos, interrupções e graves acusações apresentadas pelo presidente Osmar Stabile.

Confusão e continuidade da sessão
A reunião começou sob forte tensão. A primeira secretária Maria Ângela Ocampos, que presidia a mesa, chegou a declarar a sessão encerrada após um desentendimento com o conselheiro vitalício Rubens Gomes (Rubão), alegando irregularidades no processo.
No entanto, a maioria dos conselheiros presentes optou por dar continuidade aos trabalhos. Sob o comando de Denis Nieto Piovesan, segundo secretário do CD, a votação seguiu de forma nominal e por cédulas, colhendo primeiro os votos dos vitalícios e, em seguida, dos trienais. O resultado final confirmou o afastamento de Tuma Jr. do cargo.
As denúncias de Osmar Stabile
O pedido de afastamento fundamentou-se em um edital apresentado por Osmar Stabile. Segundo o documento, Romeu Tuma Júnior é acusado de:
- Ameaças e assédio;
- Interferência direta nos trabalhos da diretoria executiva;
As denúncias são baseadas em provas testemunhais e documentais que teriam sido colhidas pela atual gestão.
Resposta jurídica de Romeu Tuma Jr.
O agora presidente afastado do Conselho Deliberativo não ficou inerte. Ainda nesta segunda-feira, Tuma Jr. protocolou uma interpelação judicial no Foro Regional VIII (Tatuapé) contra Osmar Stabile. O dirigente exige que o mandatário do clube preste esclarecimentos oficiais sobre as acusações, alegando que as mesmas não possuem fundamento.
Com o afastamento, o Conselho Deliberativo deve ser comandado interinamente enquanto o processo de investigação e defesa segue os ritos estatutários do clube.
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