Corinthians contratou empresa sem autorização da PF para segurança no Parque São Jorge

O Corinthians utilizou, entre setembro e outubro de 2025, uma empresa sem autorização da Polícia Federal para realizar serviços de segurança no Parque São Jorge. A contratação ocorreu durante a gestão interina de Osmar Stabile e, segundo informações divulgadas, não houve assinatura de contrato formal entre as partes.

Foto: Reprodução / Corinthians

A empresa envolvida no caso é a Mega Assessoria Operacional Ltda, aberta em 3 de julho de 2025 por Fernando José da Silva, que na época atuava como gerente operacional do clube social e atualmente exerce função no CT alvinegro. A contratação teria sido feita apenas com base em orientações verbais da diretoria administrativa do Corinthians.

De acordo com a publicação, três notas fiscais emitidas pela empresa totalizaram R$676 mil. Os documentos registram pagamentos de R$244,6 mil em 11 de setembro, R$208,3 mil em 23 de setembro e R$223,6 mil em 21 de outubro. As descrições dos serviços chamaram atenção por incluírem termos genéricos como “assessoria de qualquer natureza”, “consultoria econômica” e “vigilância”.

Inicialmente, Fernando José da Silva afirmou que abriu a empresa a pedido de Fábio Soares. Segundo ele, a intenção seria viabilizar o pagamento de profissionais contratados para atuar no controle de acesso e na segurança do Parque São Jorge.

Posteriormente, porém, o gerente alterou sua versão. Em novo depoimento, declarou que a solicitação teria partido diretamente de Osmar Stabile, então presidente interino do Corinthians, que teria autorizado a contratação emergencial de funcionários em nome do clube pelo período de 60 dias.

O caso aumenta a pressão nos bastidores do Parque São Jorge e pode gerar novos questionamentos sobre os procedimentos administrativos adotados durante a gestão interina alvinegra, especialmente em relação à contratação de serviços considerados sensíveis, como segurança patrimonial.

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