O Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista definiu nesta sexta-feira (8) a data da votação que poderá resultar na expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo do clube. A sessão foi marcada para o próximo dia 25 de maio, uma segunda-feira, conforme apurado pela Central do Timão.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O processo disciplinar envolve o uso considerado irregular do cartão corporativo do Corinthians durante a segunda gestão de Andrés Sanchez na presidência, entre 2018 e 2020. A investigação interna aponta que o recurso teria sido utilizado para despesas pessoais.
De acordo com as apurações, foram identificados mais de 200 gastos distribuídos em 31 faturas emitidas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. O valor investigado gira em torno de R$ 480 mil.
O caso também avançou na esfera judicial. Em outubro de 2025, o Ministério Público de São Paulo denunciou Andrés Sanchez e o ex-gerente financeiro Roberto Gaviolli pelos supostos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Gaviolli responde pelas acusações de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
A investigação conduzida pela Comissão de Ética do Corinthians teve início em janeiro deste ano, após a Comissão de Justiça do clube começar, em agosto de 2025, a análise das despesas relacionadas ao cartão corporativo.
Durante o andamento do processo, Andrés Sanchez solicitou afastamento de suas funções tanto no Conselho Deliberativo quanto no Conselho de Orientação (CORI).
Em abril, a Comissão de Ética emitiu parecer unânime recomendando a expulsão do ex-presidente do quadro associativo corinthiano. O documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo, responsável pela decisão final sobre o caso.
Na sessão marcada para o dia 25, os conselheiros acompanharão a leitura do parecer final da Comissão de Ética, além da apresentação do relatório do processo. Andrés Sanchez, ou integrantes de sua defesa, também poderão se manifestar antes da votação.
Além da expulsão, o Conselho Deliberativo poderá optar por punições alternativas ou até mesmo pelo arquivamento do processo disciplinar.
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, o órgão solicita que Andrés devolva aos cofres do Corinthians os R$ 480 mil apontados na investigação, além do pagamento de indenização correspondente a 75% desse valor por danos morais, o que faria a cobrança ultrapassar a marca de R$ 1 milhão.
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