O Corinthians tornou públicos, na madrugada desta sexta-feira, os balancetes financeiros referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026. Os números revelam um cenário preocupante: o clube registrou um déficit de R$93,7 milhões no primeiro bimestre do ano. Ao considerar ajustes no modelo contábil e o financiamento da Neo Química Arena, a dívida total estimada do Alvinegro alcança aproximadamente R$2,8 bilhões.

Foto: José Eduardo Rodrigues / YouTimão
O resultado negativo é explicado, sobretudo, pelo elevado custo com a folha salarial, além de despesas financeiras significativas e pagamentos pontuais realizados no período. Entre esses compromissos, chama atenção o valor de cerca de R$30 milhões em premiações referentes à conquista da Copa do Brasil de 2025, contabilizados já no mês de janeiro.
Outro ponto relevante destacado no documento envolve obrigações tributárias e o pagamento de R$41,6 milhões ao Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres. A quitação desse valor foi determinante para encerrar o transfer ban imposto pela Fifa, permitindo ao clube voltar a registrar novos jogadores.
Além dos números operacionais, o balanço trouxe mudanças na forma de apresentação, com maior destaque para o passivo a descoberto indicador que representa o patrimônio líquido negativo. Atualmente, esse índice está em R$869,8 milhões negativos, evidenciando o desequilíbrio entre ativos e passivos do clube.
Por outro lado, houve uma leve redução na dívida relacionada à Neo Química Arena. O débito com a Caixa Econômica Federal caiu de R$642 milhões para cerca de R$614 milhões após o pagamento da primeira parcela trimestral de 2026.
Mesmo com a diminuição pontual nesse compromisso, o Corinthians segue enfrentando desafios significativos para equilibrar suas finanças ao longo da temporada.
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